Sinto o sangue escapar-me à veia enfebrecida,Como fonte fugaz;
harmônico e purpúreo,
Escuto-o soluçar com lírico murmúrio,
Porém me apalpo em vão;
não encontro ferida.
É-lhe leito a cidade, e nela se despenha;
Referve, e cada pedra em ilha transfigura;
E vai matando a sede a cada criatura,
Colorindo de rubro as coisas que desenho. (Baudelaire)
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